quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Casa Grande de Romarigães

Este livro de Aquilino Ribeiro lê-se como um folhetim ou vê-se como uma novela. Isto para quem gosta de novelas.
Com a diferença do narrador, que faz toda a diferença.
E a linguagem. Tantas palavras perdidas nos dias que correm.
Sem esquecer as relações familiares e os primos. Sempre os primos e os casamentos entre os primos. 
E toda aquela intrincada genealogia. A querida genealogia que tudo explica e tudo esconde.
Delicioso.
Adorei o livro.

Fica a recomendação do Plano Nacional de Leitura que explica desta forma enfadonha uma história hiper mega actual e divertida:

"Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Este romance reproduz a mundivivência das terras nortenhas e aproxima o texto ficcional da realidade narrada, numa Beira rural e analfabeta ancorada numa sociedade patriarcal. Misturando erudição com a linguagem popular, Aquilino capta esse ambiente arreigado na religiosidade e na crendice e revela o instinto camponês com todas as superstições e todos os subterfúgios associados à obsessão de propriedade."


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A Abadia do Sacromonte de Granada

A Abadia do Sacromonte em Granada é um edifício enorme, repleto de história, localizado num sítio místico.
É também o local onde o meu antepassado Diogo Domingues Pablo declarou ter passado parte da sua vida. Diogo estudou nesta abadia durante seis anos no Colégio de Teólogos e Juristas, que foi inaugurado no dia 30 de Outubro de 1610, no seguimento das directrizes do Sagrado Concilio Tridentino que advogava a criação de centros de estudos que promovessem a formação de sacerdotes.




Ao tentar perceber melhor como o filho de um casal que residia em El Almendro, na zona de Huelva e como tal perto da fronteira com Portugal, sem vínculos conhecidos e com recursos económicos que presumo confortáveis, mas não notáveis, vai estudar, presumo eu,  no início de oitocentos para Granada, uma universidade tão distante e prestigiada, encontrei alguma documentação sobre este colégio e seminário diocesano.

Neste documento intitulado El colegio de teologos y juristas "San Dionisio Aeropagita del Sacro-Monte de Granada" (1752-1800) é feita uma breve abordagem histórica da instituição, desde a sua fundação até à sua conversão em centro de ensino superior a que se segue uma explanação do que seria a sua vertente pedagógica. 

À partida seriam duas as faculdades existentes nesta universidade, a Faculdade de Artes e Teologia e a Faculdade de Leis. Cada estudante ao entrar, escolheria uma ou outra. Analisando a duração e distribuição dos planos de estudo é curioso confirmar que aquilo que foi dito, no processo de habilitação do Diogo, é corroborado pelo documento agora consultado. Confirma-se que nesta faculdade o curso tem a duração de seis anos, divididos em dois grupos: os primeiros três são dedicados à Filosofia e os restantes à Sagrada Teologia.

É desde modo que fico a conhecer os critérios de admissão rigorosos que certificam, caso existissem dúvidas para o investigador actual, a pertença a uma elite dos estudantes em causa. Sabe-se que os candidatos inicialmente se teriam que submeter a um exame de acesso de Gramática Latina, e caso ficassem aprovados deveriam apresentar os comprovativos de limpeza de sangue, de legitimidade de nascimento, e de bons costumes. Mas, só um período probatório, bem sucedido, de um mês a residir no colégio poderia conduzir à admissão do candidato. É que o tipo de vida quase monacal, com um regimento muito apertado para os estudantes, constituído por uma sucessão de inúmeras actividades e regras diárias, com castigos previstos em caso de incumprimento, não seria adequado para todos. Óbvio, será que o meu antepassado superou todas essas dificuldades. Fascinante seria conseguir acesso ao seu processo do colégio para obter mais dados sobre o seu percurso académico

Para além do requisitos de admissão mencionados no parágrafo anterior, há que ter em conta a questão da não gratuidade da frequência do centro, o que salienta mais uma vez o carácter elitista do colégio. Apesar de todos os alunos terem direito a uma meia bolsa, se não reprovassem ou cometessem uma infracção grave, também se sabe que " el colegial debe costear el Bonete, Beca, Mantón, Sobrepelliz, Curso y todo lo referente a su aseo personal.", ou seja alguém teria que prever estes gastos do meu antepassado. Para além da quota anual, que seria paga em duas prestações, uma em Março e outra em Setembro, haveria que adicionar um valor de 15 reais para os "Mozos de la limpieza",  a que se juntariam mais 50 reais para os gastos das saídas de campo e para as diversas festas da comunidade. 

Note-se que não sei a que época dizem respeito este valores mencionados, a título de  exemplo, presumo que não seja uma quantia dispicienda. Também não sei exactamente quando ingressou Diogo neste colégio, nem quanto custaria a sua manutenção por lá. Socorrendo-me de aritmética simples e atendendo a que nasceu em 1790, o curso teve a duração de 6 anos, e requereu a sua habilitação em 1812, presumo que logo após terminar os estudos e no regresso a casa, apontaria para 1805 ( aos 15 anos)  como a data de ingresso na Abadia. Seria essa a idade média de admissão?

Concluindo, para saber mais sobre o percurso académico deste meu antepassado e detalhes da sua biografia, que me permitam também conhecer melhor as sua origens teria que ir directamente à fonte. Da experiência que tenho de não resposta por parte das paróquias e arquivos espanholes, pouca esperança tenho de conseguir avançar neste aspecto. Resta-me, talvez, a consolação de poder regressar a Granada e pisar o  chão que o Diogo calcorreou.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Inquirição de Génere de Diogo Domingues Pablo


Há uns anos atrás, disse aqui que pensava que o ramo espanhol da família da minha avó paterna, com origem em Espanha (El Almendro), se teria fixado em Vale de Santiago em consequência das Invasões Francesas.
Nessa altura fazia também referência a um Presbítero Secular, de nome Diogo Domingues Pablo, que havia localizado no Vale, através de um registo de baptismo de um neto dos dois casais de espanhóis de que descendo, e que supunha estar de alguma forma  relacionado com o motivo pelo qual esses meus familiares se haviam fixado tão longe da zona fronteiriça. Presumia que quem vivia perto da fronteira e fugisse das Invasões se iria fixar, temporiamente do outro lado, perto da raia, na esperança de as coisas se acalmarem para depois regressar.

O documento que refiro em epígrafe, a que finalmente tive acesso, vem alvitrar outra explicação para a fixação desta gente em Vale de Santiago, indiciando que essa fixação é anterior às referidas invasões,que segundo algumas fontes, ocorreram por volta 1810 para a zona do El Almendro.
Veio também esclarecer a relação de parentesco entre os meus antepassados e o Presbítero Secular em causa, comprovando que foi ele quem se fixou no Vale, depois de terminados os seus estudos, porque lá viviam os seus pais, e se não todos, pelo menos alguns do seus irmãos. 

Como é que sei isto? Analisando a documentação que constitui o processo de inquirição de génere.
                                                                                                                                                                Este processo de habilitação começa com a declaração de recepção de uma petição do interessado, na cidade de Beja, na Casa da Câmara Eclesiástica, com despacho do Arcebispo que admite o mesmo de "Prima Tonsura de Ordens Menores", mandando que se proceda às diligências inerentes à referida petição.

De seguida há um documento introdutório com a filiação do requerente e respectiva biografia básica. Logo aqui, ao conhecer a identificação do requerente se estabelece sem margem para dúvidas que o requerente é filho do casal que está na origem do meu ramo Domingues Pablo.
É também desta forma que fico a saber que este meu antepassado estudou numa das primeiras universidades privadas da Europa, em que se estudava direito, teologia e filosofia. É dito no documento que o requerente fez um curso de três anos de Filosofia e outros três de Teologia Dogmática no Colégio de Santo Monte de Granada. Mais se refere que ele se julga com estudos e vocação para ser admitido às ordens, visto estar escuso de recrutamento.
Segue-se o comprovativo de escusa da autoria do Sargento de Ordenanças da Vila de Santiago do Cacém. Assim  fico a saber que os pais se naturalizaram portugueses e que a razão da dispensa prende-se com o facto de ter sido criado em um colégio, onde se aplicou nos estudos. ( A questão que se impõe aqui é saber quem patrocinava estes estudos? Os pais? Algum parente/protetor abastado?)                                                                                                     
Nada é deixado ao acaso, e é apensado um outro documento que comprova que o seu pai se naturalizou português a 3 de Julho de 1801, era D. João VI Príncipe Regente.  Em Colos, a 8 de Maio de 1812 é entregue, ao progenitor, esse comprovativo que, presumo que para juntar ao processo, e que o pai dele assina como tendo recebido. (Quais as regras à época para obter a nacionalidade portuguesa?)

Uma preciosidade, ter finalmente algo escrito e em boa caligrafia por um antepassado.


O padre da paróquia, João da Silva, atesta que os pais do Diogo estão naturalizados e são moradores há mais de 20 anos no Vale. A data deste documento é de 13 de Maio de 1812. Assim e fazendo as contas, vivem, pelos menos desde 1792, no Vale de Santiago o que exclui a hipótese de fuga de El Almendro devido às Invasões Francesas.

No entanto, pelo último registo de baptismo de um irmão do Diogo, Juan, que ocorreu em 1794 ainda em El Almendro, se pode ver que há algum exagero nas declarações do padre. De qualquer forma foi antes das Invasões porque depois desta data não há mais irmãos nascidos no El Almendro, e a irmã mais nova de que descendo, aparece em vários assentos como tendo nascido já no Vale, logo estarão por lá há uns 18 anos.

Porque que se estabeleceram então em Portugal?

Num documento do Bispado, datada de Julho de 1812, dirigida ao pároco em que se diz que"se acha sentido a Prima Tonsura e Ordens Menores" e que se solicita ao padre que investigue o habilitando quanto à geração e vida, começa a desenhar-se a resposta a esta questão.

A 18 de Agosto de 1812, o pároco do Vale, elenca o rol de testemunhas de vida e o rol de testemunhas de génere a serem inquiridas que garantirão que são de boa geração e que não cometeram crimes de lesa majestade. O interesse das declarações das testemunhas é relativo, as respostas são repetitivas e pouco extensas, mas revelam no entanto o grupo sócio-económico em que estão inseridas: todos eles homens, todos eles com mais de 50 anos, casados  e que declaram viver de seu negócio assim como o pai do habilitando e que sabem pelo menos assinar, espalhados geograficamente por Vale de Santiago, Panóias e até mesmo. na cidade de Beja. De que negócio se trataria não faço a mínima ideia, poderiam ser por exemplo feirantes.

No caso concreto deste processo de habilitação, não veio desvendar nomes de antepassados que me permitissem prosseguir as pesquisas em Espanha. Já tinha, inclusivamente conseguido a informação genealógica que consta nos documentos, através de um investigador espanhol, que se revelou ser meu primo. Veio sim, confirmar essa informação que me havia sido facultada através dos índices compilados por esse meu parente. Veio esclarecer e dar mais informações sobre as motivações da fixação fora do território espanhol, assim como produzir um retrato mais próximo do que seria a situação sócio-económica destes meus antepassados.
Apesar de lançar a grande questão/confusão sobre quem seria o mecenas que proporcionou ao Diogo os estudos superiores, numa universidade tão cara e distante, tanto de El Almendro como do Vale de Santiago, sei que posso avançar com mais segurança nas pesquisas deste meu lado espanhol. Resolvi, então, pedir as duas dispensas matrimoniais de que tenho conhecimento, e que preciso, para o Bispado de Sevilha. Infelizmente continua a ser quase impossível pesquisar em Espanha. Vamos ver como corre.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Novo livro sobre genealogia no mercado

Livro de publicação recente, saiu este mês e veio, a meu ver, preencher uma lacuna. 
Está muito bem escrito, numa linguagem simples, é exaustivo e pareceu-me rigoroso. É um bom exemplo de um manual prático de genealogia. 
No meu caso, que pesquiso diariamente há muito tempo, não traz grandes novidades mas para quem está nisto há menos tempo será de grande utilidade.Veio, seguramente, em boa hora ajudar todos aqueles, e são cada vez mais, que começam a interessar-se pela genealogia. 


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Reviver o passado no Monte da Laborela e no Monte da Estebainha

Passo a vida a pesquisar o passado distante e esqueço-me daquele passado próximo, de que ainda ouvi relatos.
O meu pai nasceu no Monte da Laborela há 80 anos e no sábado passado foi a primeira fez que lá fui. De tanto ouvir falar nesse monte na minha família paterna, era para mim quase um mito rural.
No entanto está lá, existe, sobreviveu ao meu pai e sobreviverá seguramente aos meus filhos.



É um monte alentejano como muitos outros (que me perdoem os apaixonados), com o seu empedrado característico, de que tanto gosto. Fica aqui a imagem.


Gostei de ouvir as histórias, na primeira pessoa, de quem lá viveu, mas para mim o Monte da Estebainha, bem mais ermo e isolado, será sempre o meu monte. Vi vezes sem consta a imagem abaixo, que fotografei agora, em todas as quatro estações dos fins-de-semana que lá passei. 



Era isto que se via da estrada de terra, quando o carro do meu pai se aproximava da casa e os cães já ladravam,  à nossa volta, acompanhando aquele último pedacinho da viagem.

É uma construção centenária que está a ruir, mas à distância desta foto não se nota ainda. Parece que o tempo parou, tenho a sensação que vou chegar lá, a correr vinda não sei de aonde, toda despenteada, empoeirada, perseguida e a perseguir os cães, as galinhas, os perus, os porcos, sei lá...Cheia de sede e de fome, no final de mais um dia de Verão perfeito.



O mesmo chão, as mesmas árvores, o mesmo sol, a mesma janela...e aquela sensação de que poderia ficar lá para sempre...
Who needs more?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Primeiro encontro da Família Rianço

Realizou-se no passado sábado, dia 17, o primeiro almoço familiar que juntou conhecidos e desconhecidos, todos descendentes de um homem que se fixou na zona de Messejana, ficando conhecido pelo Reanso.
Este era um projecto que já vinha a ser pensado desde 2010, como se poderá ver aqui e que finalmente, e em boa hora, foi concretizado.
Descendentes identificados serão bem mais de 300, compareceram ao almoço 20, com idades compreendidas entre os 9 e os 80 anos. 
O almoço decorreu em Aljustrel, com passagem por Messejana, finalizando com uma arruada na Aldeia dos Elvas, onde porta sim, porta não existe alguém Rianço.
Foi um dia bem passado, tendo ficado a promessa de que para o ano há mais!

VIVAM OS RIANÇOS




sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O estranho caso da certidão de nascimento do (e)terno presidente angolano

De vez em quando, especialmente por altura de eleições, surge a questão do local de nascimento do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. A versão oficial é de que terá nascido em Luanda, a versão não autorizada diz que nasceu na ilha de São Tomé. Ambas as versões concordam que será filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino. Ambas as versões passam por São Tomé. Na oficial os pais terão vivido lá, o filho José terá nascido em Angola, insinuando ainda a ideia que os pais seriam trabalhadores ocasionais em São Tomé, de origem angolana. Na versão não confirmada que corre há anos, o pai seria natural de São Tomé, descendente de escravos que se teriam cruzado com um cidadão holandês que passou àquele arquipélago, em data desconhecida. Da mãe, diz-se que descende de cabo-verdianos e guineenses. Seja como for, a ligação a São Tomé parece ser uma constante na vida de JES: a sua actual mulher, Ana Paula, é de origem são-tomense.

Quem é na verdade José Eduardo dos Santos? Onde nasceu? Qual origem dos seus pais? Que sangue lhe corre nas veias?

Uma pesquisa rápida pela net nada esclarece.

Até mesmo um sítio de referência para estes assuntos, o Geneall, tem apenas uma brevíssima ficha que o dá como nascido em Luanda, sendo que para outras figuras públicas apresenta muito mais informação. 

Para o presidente angolano existe apenas esta reduzida nota,  que se reproduz, provavelmente incorrecta, enquanto que para muitos outros políticos estrangeiros existem extensas notas biográficas e genealógicas. Também no alargado fórum deste sítio nada consta sobre a genealogia deste senhor e existem poucas entradas para assuntos angolanos. E ainda dizem ,alguns angolanos, que existe um interesse mórbido dos portugueses por Angola. O português em geral quer lá saber...


A única "prova" documental disponível on-line, que defende a versão não oficial, é uma cédula pessoal, abaixo reproduzida, que se me afigura claramente forjada. Aparenta ser a primeira página desse documento no entanto, por exemplo, a caligrafia não me parece corresponder ao estilo usual para a época. Mais importante ainda, a cédula pessoal era um documento que se entregava aos pais do nascituro aquando do seu registo, não era nem é um documento passível de solicitação de cópia, ficando com o próprio, acabando em muitos casos por se extraviar. A ser autêntico, conseguiram este documento como? Credível poderia ser uma cópia de certidão de nascimento, que pode ser solicitada por qualquer um, enquanto documento público que é. 



Mas será assim tão complicado chegar ao fundo desta questão? Onde param os dados do registo civil de São Tomé para a década de 40, do século passado? Pergunta sem resposta. 

Os favoráveis à teoria da conspiração defendem que a certidão original foi destruída, propositadamente, a mando do próprio. Parece-me rebuscado, tendo em conta que Portugal pouco fez para acautelar os dados do registo civil ultramarino. O mais certo é não existirem esses registos, por incúria de quem tinha à época da descolonização, a responsabilidade de os preservar.

Há quem possa pensar que esta é uma questão redundante, afinal a pessoa em causa nasceu no chamado tempo do colono, como tal nasceu português.

Na verdade, a ser assim não será tão redundante se, por exemplo, pensarmos que o actual presidente de Angola não teria direito, em princípio, à nacionalidade angolana de acordo com a recentemente alterada lei da nacionalidade angolana. Isto sem querer entrar nas questões de jus sanguinis tão caras a quem gosta de apelar ao tribalismo.

Mas há mais que não entendo: porque ainda não houve uma investigação jornalística sobre isto? Tanta peça de investigação sobre tudo e mais alguma coisa sobre Angola e sobre isto nada.
Porque é um assunto que deverá interessar a genealogistas profissionais ou amadores, não?

Na falta de dados concretos, só resta dizer que onde há fumo, há fogo até mesmo, e especialmente quando se trata de genealogia e/ou história da família. Seguramente, em São Tomé, os mais velhos terão alguma coisa para contar, mesmo na ausência total de provas documentais. 

Alguém terá que lá ir. Alguém com a vacina da febre amarela em dia. Alguém como eu!