Um blog sobre genealogia e história de uma família que à semelhança dos Monterroio Caldeirões de Camilo se acredita antediluviana, "onde há a tradição que um avô, há seis mil anos, escapara, como Deucalião e Pirra, com uma avó ao dilúvio universal" lá para os lados da serra de Grândola.
segunda-feira, 11 de março de 2019
Moisés Bácoro
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Aviso com spoiler alert incluído
Assim fica o aviso, se de alguma forma me conhecem, e antes de iniciarem qualquer pesquisa genealógica, digam qualquer coisa: o mais certo é já ter os dados que procuram...
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Segundo encontro da Família Rianço
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Porto Santo 2017
Cada ano que passa sinto o Inverno a querer ficar. Parece que o sol de cada Verão é cada vez mais insuficiente. Coisas da idade ou talvez seja a turista inglesa de meia idade que sempre existiu em mim, taking over,clamando por escaldões e bebedeiras ao fim da tarde...
Este ano para além do sol de todos os dias, foi o sol de Porto Santo que me aqueceu.
Em mais uma viagem, que mais não foi que um percurso calcorreado por parte do meu ADN em outras épocas, arrastei a todos.
Terra de Bartolomeu Perestrelo, meu antepassado e sogro de Cristóvão Colombo meu parente político, como diriam os meus avoengos espanhóis: é sempre uma emoção regressar.
Massacrei os miúdos e graúdos com locais e personagens, historietas e histórias das gentes das minhas Ilhas.
Diverti-me mais do que todos.
Para o ano que vem há mais.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
A Casa Grande de Romarigães
"Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Este romance reproduz a mundivivência das terras nortenhas e aproxima o texto ficcional da realidade narrada, numa Beira rural e analfabeta ancorada numa sociedade patriarcal. Misturando erudição com a linguagem popular, Aquilino capta esse ambiente arreigado na religiosidade e na crendice e revela o instinto camponês com todas as superstições e todos os subterfúgios associados à obsessão de propriedade."
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
A Abadia do Sacromonte de Granada
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Inquirição de Génere de Diogo Domingues Pablo
No caso concreto deste processo de habilitação, não veio desvendar nomes de antepassados que me permitissem prosseguir as pesquisas em Espanha. Já tinha, inclusivamente conseguido a informação genealógica que consta nos documentos, através de um investigador espanhol, que se revelou ser meu primo. Veio sim, confirmar essa informação que me havia sido facultada através dos índices compilados por esse meu parente. Veio esclarecer e dar mais informações sobre as motivações da fixação fora do território espanhol, assim como produzir um retrato mais próximo do que seria a situação sócio-económica destes meus antepassados.
Apesar de lançar a grande questão/confusão sobre quem seria o mecenas que proporcionou ao Diogo os estudos superiores, numa universidade tão cara e distante, tanto de El Almendro como do Vale de Santiago, sei que posso avançar com mais segurança nas pesquisas deste meu lado espanhol. Resolvi, então, pedir as duas dispensas matrimoniais de que tenho conhecimento, e que preciso, para o Bispado de Sevilha. Infelizmente continua a ser quase impossível pesquisar em Espanha. Vamos ver como corre.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Novo livro sobre genealogia no mercado
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Reviver o passado no Monte da Laborela e no Monte da Estebainha
É um monte alentejano como muitos outros (que me perdoem os apaixonados), com o seu empedrado característico, de que tanto gosto. Fica aqui a imagem.
Era isto que se via da estrada de terra, quando o carro do meu pai se aproximava da casa e os cães já ladravam, à nossa volta, acompanhando aquele último pedacinho da viagem.
É uma construção centenária que está a ruir, mas à distância desta foto não se nota ainda. Parece que o tempo parou, tenho a sensação que vou chegar lá, a correr vinda não sei de aonde, toda despenteada, empoeirada, perseguida e a perseguir os cães, as galinhas, os perus, os porcos, sei lá...Cheia de sede e de fome, no final de mais um dia de Verão perfeito.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Primeiro encontro da Família Rianço
Este era um projecto que já vinha a ser pensado desde 2010, como se poderá ver aqui e que finalmente, e em boa hora, foi concretizado.
Descendentes identificados serão bem mais de 300, compareceram ao almoço 20, com idades compreendidas entre os 9 e os 80 anos.
O almoço decorreu em Aljustrel, com passagem por Messejana, finalizando com uma arruada na Aldeia dos Elvas, onde porta sim, porta não existe alguém Rianço.
Foi um dia bem passado, tendo ficado a promessa de que para o ano há mais!
VIVAM OS RIANÇOS
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
O estranho caso da certidão de nascimento do (e)terno presidente angolano
Quem é na verdade José Eduardo dos Santos? Onde nasceu? Qual origem dos seus pais? Que sangue lhe corre nas veias?
Uma pesquisa rápida pela net nada esclarece.
Até mesmo um sítio de referência para estes assuntos, o Geneall, tem apenas uma brevíssima ficha que o dá como nascido em Luanda, sendo que para outras figuras públicas apresenta muito mais informação.
Para o presidente angolano existe apenas esta reduzida nota, que se reproduz, provavelmente incorrecta, enquanto que para muitos outros políticos estrangeiros existem extensas notas biográficas e genealógicas. Também no alargado fórum deste sítio nada consta sobre a genealogia deste senhor e existem poucas entradas para assuntos angolanos. E ainda dizem ,alguns angolanos, que existe um interesse mórbido dos portugueses por Angola. O português em geral quer lá saber...
A única "prova" documental disponível on-line, que defende a versão não oficial, é uma cédula pessoal, abaixo reproduzida, que se me afigura claramente forjada. Aparenta ser a primeira página desse documento no entanto, por exemplo, a caligrafia não me parece corresponder ao estilo usual para a época. Mais importante ainda, a cédula pessoal era um documento que se entregava aos pais do nascituro aquando do seu registo, não era nem é um documento passível de solicitação de cópia, ficando com o próprio, acabando em muitos casos por se extraviar. A ser autêntico, conseguiram este documento como? Credível poderia ser uma cópia de certidão de nascimento, que pode ser solicitada por qualquer um, enquanto documento público que é.
Mas será assim tão complicado chegar ao fundo desta questão? Onde param os dados do registo civil de São Tomé para a década de 40, do século passado? Pergunta sem resposta.
Os favoráveis à teoria da conspiração defendem que a certidão original foi destruída, propositadamente, a mando do próprio. Parece-me rebuscado, tendo em conta que Portugal pouco fez para acautelar os dados do registo civil ultramarino. O mais certo é não existirem esses registos, por incúria de quem tinha à época da descolonização, a responsabilidade de os preservar.
Há quem possa pensar que esta é uma questão redundante, afinal a pessoa em causa nasceu no chamado tempo do colono, como tal nasceu português.
Alguém terá que lá ir. Alguém com a vacina da febre amarela em dia. Alguém como eu!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Do meu gosto pelas intempéries explicado
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Heranças
sábado, 27 de agosto de 2011
Os Cantos de Maria Filomena Mónica
Assim que peguei no livro e li o primeiro parágrafo percebi que teria que o ler até ao fim: "Foi na Primavera de 1988, durante uma estadia em Ponta Delgada, que conheci José do Canto. É verdade que ele já morrera. mas desde quando é que tal afectou o meu interesse por alguém?"
Quantas vezes já eu própria senti um interesse obsessivo por alguém que já morreu? São antepassados que me perseguem por algum motivo, são noites em que adormeço a pensar nas suas motivações e dias em que acordo a pensar nisso mesmo.
É bom sentir que pelo menos algumas das minhas obsessões são partilhadas.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O avô da prima Célia
domingo, 19 de setembro de 2010
Of Obama´s ancestry and Du Bois´s "The Souls of Black Folks"

In Chicago I wanted to see Grant´s Park.
I wanted to be at the place Obama´s victory speech took place.
So I went there.
In Cincinnati I wanted to be closer to the abolitionist´s history. Cincinnati has an awesome history when it comes to the abolitionists, being by de river Ohio and just having on the other side at a walking distance Newport and pro-slavery Kentucky.
So I went to the Freedom Center and to the American I Am exhibit at de Cincinnati Museum.
In the American I Am: The African American Imprint the corner stone of the exhibit was Du Bois´s question " Would America have been America without her Negro people?".
There I came across with some African American writers I have never heard of: Douglass, Dunbar and of course Du Bois. Moments of courage were told. Moments of creativity. Never ending conviction.
Barack Obama was presented here as the cherry on the top of the cake.
My next stop was a near by Barnes and Nobles and I left the bookshop with half a dozen books feeling that I should get half a dozen more.
Reading the first essay of The souls of black folks by W. E. B. Du Bois all of a sudden came to my mind Barack Obama´s election and it´s critics that said that Obama wasn´t black enough and also that he wasn´t an African American. That statement puzzled me at the time. Obama was to me without a shadow of a doubt black but, he was not for a vast number of man and women in the USA by 2008.
In a color-line based society such is the American society that was beyond reason to me at the time.
It was only now after reading Of our spiritual strivings of Du Bois that I finally got it. It´s now clearer to me why Obama is not black for the African American standards.
Obama is not the produce of slavery in America.
He hasn´t got "that dual soul - American and Negro - carved in unreconceiled strivings" as Du Bois put it more than a 100 years ago.
He´s ancestors and himself didn´t endure the history of American Negro, the history of strife it self.
He´s hasn´t got "The red stain of bastardy, which two centuries of systematic legal defilement of Negro women had stamped upon his race, (...)", and I quote Du Bois once more.
Obama is something else.
Obama is not the first African American elected president of the United States of America.
Barack Obama is the son of a white American woman with a foreigner as a father... that happens to be a black man from an African country.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Os expostos na actual Lei da Nacionalidade
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pesquisar em Cabo Verde - Última Parte
De qualquer forma parto do princípio que a documentação que procuro não está nem neste Arquivo Nacional nem nas Conservatórias. Se alguém soubesse onde está o que eu procuro já os Mormons, essas formiguinhas da microfilmagem genealógica, teriam procedido às microfilmagens à semelhança do que aconteceu com todo o século XIX.
A dada altura, foi-me até sugerido que a potência colonizadora, vulgo Portugal, teria ficado com esse pedaço de história tendo feito o seu transporte para a metrópole! A ser assim estes livros paroquiais estariam ou na Torre do Tombo ou no Arquivo Histórico do Ultramar.
Ideia peregrina esta! Mas não, não estão! Nem poderiam estar. Portugal não pensou em lá grande coisa quando entregou as Províncias Ultramarinas...
Então onde estão? Cabo Verde não viveu uma situação de guerra como a Guiné Bissau ou Angola. Não houve destruição maciça. Onde param os paroquiais?
Certamente que terão sido transferidos para as Conservatórias do Registo Civil instituídas no inicio de 1911 por força da Lei de Separação da Igreja do Estado que determinou que todos os registos paroquiais (baptismos, casamentos e óbitos) anteriores a 1911 fossem transferidos das respectivas paróquias para as conservatórias. Ou estarão em algum Arquivo Eclesiástico?
Com isto na ideia e porque acredito que é urgente Cabo Verde divulgar esta valência cultural que está muita para além da cachupa, da morna ou do turismo resolvi abordar o meu contacto privilegiado: o próprio primeiro ministro de Cabo Verde José Maria Pereira Neves.
É evidente que com isto não esperava uma resposta, pretendia apenas evidenciar mais uma carência do país e que se situa também ao nível da falta de divulgação cultural da documentação história e também da actividade desenvolvida, se é que existe alguma, por parte desta instituição.
(Segundo parece receberam fundos para tratamento de um imenso espólio fotográfico sobre Cabo Verde que se encontra naturalmente indisponível. Qual o melhor meio para divulgar imagens do que a web?)
Em vez da resposta que procurava recebi pedidos de amizade de alguns caboverdianos e caboverdianas. Assim entrei no circuito dos expatriados e diasporizados mais intelectulizados do que a generalidade daqueles que procuram os meus serviços profissionais.
E é aqui que começa a minha perplexidade... e é reforçada também a minha convicção de que todos os caboverdianos deveriam ter acesso à sua genealogia. Deveriam conhecer a sua ascendência para que se pudessem reconciliar com as pedras de xadrez, do jogo, que os originou.
























