segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Aviso com spoiler alert incluído



" - (...) Estava a pesquisar a minha linhagem, à procura de antepassados com os quais tivesse algo em comum. Tenho ligações distantes com a família da minha vítima. Quando temos tempo suficiente para dedicar aos nossos hobbies, conseguimos alcançar progressos notáveis. Quando já não tinha mais nomes a procurar ,comecei a pesquisar pessoas que conhecia, e um dia pesquisei a família de Ari. Quando Jakob cá chegou e ouvi falar sobre o caso, reconheci o nome de uma das vítimas. Depois de voltar a consultar os meus registos, vi que (...)" (pág. 261) 
 
Quem assim fala, neste livro da Yrsa Sigurdardottir, é o sociopata de serviço à história. Um livro que recomendo e que gostei muito de ler, aliás como quase todos os da autora.
 
Tal como eu, este tipo perturbado, procurou os seus antepassados para encontrar alguém que tivesse alguma coisa em comum com ele. Não terá encontrado, imagino eu, pelo que fiquei a saber dele no decorrer da história. No meu caso, este não será o único motivo, também o faço porque é uma tarefa absorvente e de alguma forma repetitiva que me ajuda a acalmar. Seja como for, encontrei alguns antepassados com quem me identifiquei, no entanto, o que a genealogia fez por mim foi ajudar-me a relativizar a minha existência e as minhas tribulações. Humanizou-me, por assim dizer.
 
Achei graça, quando ele disse que na falta de mais nomes a pesquisar, começou a estudar a genealogia das pessoas que conhecia. E eu, aqui me confesso, faço isto recorrentemente. Ainda tenho muitos ramos e nomes a pesquisar, agora que cada vez mais arquivos estão a digitalizar os seus acervos e a disponibilizá-los na internet, mas não resisto a uma pesquisa paralela dos amigos e até dos inimigos...

Assim fica o aviso, se de alguma forma me conhecem, e antes de iniciarem qualquer pesquisa genealógica, digam qualquer coisa: o mais certo é já ter os dados que procuram...

 
Ah! E leiam o livro!


Sem comentários: