quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Casa Grande de Romarigães

Este livro de Aquilino Ribeiro lê-se como um folhetim ou vê-se como uma novela. Isto para quem gosta de novelas.
Com a diferença do narrador, que faz toda a diferença.
E a linguagem. Tantas palavras perdidas nos dias que correm.
Sem esquecer as relações familiares e os primos. Sempre os primos e os casamentos entre os primos. 
E toda aquela intrincada genealogia. A querida genealogia que tudo explica e tudo esconde.
Delicioso.
Adorei o livro.

Fica a recomendação do Plano Nacional de Leitura que explica desta forma enfadonha uma história hiper mega actual e divertida:

"Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Este romance reproduz a mundivivência das terras nortenhas e aproxima o texto ficcional da realidade narrada, numa Beira rural e analfabeta ancorada numa sociedade patriarcal. Misturando erudição com a linguagem popular, Aquilino capta esse ambiente arreigado na religiosidade e na crendice e revela o instinto camponês com todas as superstições e todos os subterfúgios associados à obsessão de propriedade."


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